O primeiro estudo acompanhou mais de 1600 adultos por cerca de 12 anos pra ver se o jeito de comer muda o ritmo de encolhimento do cérebro. O segundo é uma revisão sobre treino de força e envelhecimento, com uma boa notícia pra quem tem pouco tempo.

Quem segue a dieta MIND perde massa cinzenta mais devagar
O estudo é de Hui Chen e colegas da Universidade de Zhejiang, na China, com participação de pesquisadores de Harvard e outras instituições. Eles usaram dados de 1.647 adultos de meia-idade e mais velhos que participam do Framingham Heart Study, um acompanhamento de saúde que existe há décadas nos EUA. Essas pessoas fizeram ressonâncias do cérebro a cada 2 a 6 anos, entre 1999 e 2019, por cerca de 12 anos.
Os pesquisadores também queriam saber como era a alimentação de cada pessoa. Perguntaram o que elas comiam e deram uma nota pra dieta MIND1, que vai até 15. A média ficou um pouco abaixo de 7.
A cada 3 pontos a mais na nota, a massa cinzenta encolhia mais devagar, 0,279 cm³ a menos por ano. Segundo o estudo, isso dá 20% menos declínio ligado à idade, o mesmo que adiar o envelhecimento do cérebro em 2,5 anos. E olha so: as berries (frutas vermelhas) e o frango foram os alimentos que mais pesaram a favor. Já os doces e as frituras foram ligados a mais perda de tecido. E o efeito foi mais forte em pessoas mais velhas e em quem fazia atividade física.
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Agora vamos ver o outro lado. Os pesquisadores não mudaram a alimentação de ninguém, só mediram o que as pessoas já comiam e compararam com as ressonâncias. Quem seguia mais a dieta tinha um cérebro que encolhia mais devagar, só que isso não prova que foi a comida que causou a diferença. A alimentação foi medida por questionário, ou seja, cada pessoa tinha que lembrar o que tinha comido, e isso não é muito fácil de se fazer. E a maioria dos participantes era branca. Os autores também não conseguiram excluir comprometimento cognitivo leve ou o impacto da genética. E o estudo falou apenas de frango, não de proteína em geral.
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A parte que mais me interessou foi a do frango e das berries. De todas as frutas que existem, as berries, tipo morango, mirtilo, amora, e framboesa são as que eu menos preciso me forçar a gostar (não sou muito de frutas), e um franguinho assado sempre cai bem. Acho que vou começar a seguir essas recomendações.
Fonte: BMJ Group, publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry, em 1º de outubro de 2026.
Revista Exame: Dieta é associada a envelhecimento cerebral 2,5 anos mais lento

Uma sessão de treino de força por semana já pode fazer diferença
Christopher Hurst, da Newcastle University, publicou no The Conversation uma revisão do que a pesquisa já indica sobre treino de força e envelhecimento. A revisão gira em torno da sarcopenia2, que afeta bastante a população idosa, principalmente após os 70 anos.
Uma única sessão por semana pode bastar pra ganhar força de forma relevante, principalmente pra quem está começando, segundo o artigo do Christopher. E dá pra usar uma carga leve: 20 a 25 repetições com um peso menor podem render melhoras parecidas com 10 repetições de um peso maior, desde que o esforço seja alto. Os exercícios de perna, como agachamento e leg press, contam mais, porque são esses músculos que nos ajudam a levantar da cadeira e subir escadas. E quem está nos 80 ou 90 anos ainda consegue ganhar ou manter força, com o apoio certo.
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Ultimamente, eu só tenho feito um treino de força por semana, porque ando ocupada com o trabalho e o Substack. Por isso gostei de ler esse artigo. A gente lê online que tem que ser 3 vezes por semana, ou 2 no mínimo. Por enquanto, um treino é o que cabe na minha semana.
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O texto fala mais sobre quem está começando. E se uma sessão por semana segura o ritmo de quem já treina há tempos, isso ele não responde. E é uma revisão, sem um estudo novo por trás, então não tem tamanho de amostra nem grupo de comparação pra analisar.
Me conte, quantos treinos de força você consegue encaixar numa semana normal?
Fonte: Christopher Hurst, Newcastle University, publicado no The Conversation, em 2 de outubro de 2026.
Carta Capital: Treino de força uma vez por semana já traz ganhos na terceira idade
A dieta MIND mistura a dieta mediterrânea com a DASH, um plano criado pra baixar a pressão arterial. Foi montada pensando na saúde do cérebro.
Sarcopenia é a perda de massa e de força dos músculos que vem com a idade.



